Mendonça vota contra descriminalização do porte de drogas
Ex.Saúde, Presidente, Governo
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (6) contra a descriminalização do porte de drogas. Suspenso em agosto do ano passado, o julgamento foi retomado nesta tarde com o voto do ministro.

No início de sua manifestação, Mendonça citou estudos que mostram os malefícios do uso da maconha, como problemas psicológicos.
“Há uma imagem falsa na sociedade de que a maconha não faz mal. Se fala em uso recreativo. Causa danos, danos sérios, maiores que o cigarro”, afirmou.
Com o voto de Mendonça, o placar do julgamento está 5 votos a 2 a favor da descriminalização somente do porte de maconha para uso pessoal.
Ao votar contra a descriminalização, o ministro disse que a questão deve ser tratada pelo Congresso. “Vamos jogar para um ilícito administrativo. Qual autoridade administrativa? Quem vai conduzir quem? Quem vai aplicar a pena? Na prática, estamos liberando o uso”, completou.
Em seu voto, o ministro também concede prazo de 180 dias para o Congresso aprovar uma norma para distinguir usuários de traficantes, conforme a diferenciação realizada pela Lei de Drogas, em 2006. Enquanto a lei não for aprovada, Mendonça sugeriu que deve ser levada em conta a quantidade de 10 gramas de maconha.
Em 2015, quando o julgamento começou, os ministros começaram a analisar a possibilidade de descriminalização do porte de qualquer tipo de droga para uso pessoal. No entanto, após os votos proferidos, a Corte caminha para restringir somente para a maconha.
Durante a manifestação de Mendonça, o ministro Alexandre de Moraes fez um aparte e destacou as consequências da decisão da Corte a favor da descriminalização.
“A polícia não poderá entrar no domicílio de alguém que esteja com maconha para uso próprio, porque não é mais flagrante. Também não permite que a pessoa fume maconha dentro do cinema”, afirmou.
O Supremo julga a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), que cria a figura do usuário (diferenciado do traficante), que é alvo de penas mais brandas. Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo para quem adquirir, transportar ou portar drogas para consumo pessoal.
A lei deixou de prever a pena de prisão, mas manteve a criminalização. Dessa forma, usuários de drogas ainda são alvos de inquérito policial e processos judiciais que buscam o cumprimento das penas alternativas.
No caso concreto que motivou o julgamento, a defesa de um condenado pede que o porte de maconha para uso próprio deixe de ser considerado crime. O acusado foi detido com 3 gramas de maconha.
Edição: Juliana Andrade
Análise do caso foi interrompida por pedido do ministro Dias Toffoli. Julgamento estava com 5 votos a 3 para descriminalização apenas do porte de maconhe de uso pessoal.
Há quem diga que projeto de lei traz avanços, mas há quem considere “o pior projeto do mundo”.
Trabalhadores relatam rotina de agressões, ofensas e desentendimentos com clientes. Para o entregador Bruno França, a raiz do problema tem relação com passado escravocrata do país.
Segundo o Movimento Saracura Vai-Vai, rompimento de um duto causou grande erosão que destruiu parte da calçada e arrastou dois carros na Rua Paim, onde está outra parte das obras do metrô.
Distrito Federal é a primeira unidade da Federação a aprovar licença menstrual remunerada. Caberá ao governo local definir a aplicação da lei nos órgãos por meio de regulamentação.
Levantamento baseado em relatos da população conta que os abusos vão desde xingamentos, a invasões de domicílio e uso de armamento pesado.
Governo projeta superávit da balança comercial de US$ 94,4 bilhões este ano, uma queda de 4,5% em relação a 2023, com exportações subindo 2,5% e as importações avançando 5,4%.
Placar do julgamento está em 5 votos a 2 a favor da descriminalização somente do porte de maconha para uso pessoal.
Vale argumenta que o cacique, assassinado na segunda-feira (4), em Brumadinho, não pode ser enterrado na comunidade Vale do Córrego de Areias, porque a região está em disputa judicial.
Em visita oficial ao Brasil, Pedro Sánchez disse que pode trabalhar com o governo brasileiro pela paz na Palestina, hoje composta pela Faixa de Gaza e pela Cisjordânia.
Conheça nossos aplicativos nas lojas online da iTunes e Google