Mãe de Marielle convida ao aquilombamento nos seis anos do assassinato
Ex.Saúde, Presidente, Governo
O combate ao racismo, a luta contra desigualdades raciais, a busca por titulação de territórios quilombolas e o clamor por justiça são oportunidades para aquilombamento. A avaliação é da advogada Marinete da Silva, mãe da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada há quase seis anos, no Rio de Janeiro, ao lado do motorista Anderson Gomes.

Marinete participou, na sexta-feira (1º), de um encontro de representantes de comunidades quilombolas, promovido pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro.
Para uma plateia de centenas de ativistas, de várias gerações – alguns tendo percorrido centenas de quilômetros para participar do evento – a mãe da vereadora convocou as pessoas para se unirem, ao longo do mês de março, em uma série de atividades que vão homenagear a memória de Marielle e Anderson e pedir, mais uma vez, justiça.
“A gente está iniciando o ‘Março com Marielle e Anderson’ com várias atividades no Brasil todo, nas capitais e no interior. [O marco de] seis anos do assassinato é bem doloroso, mas um encontro para a gente se aquilombar cada vez mais”, disse.
A resistência de comunidades quilombolas faz parte do conjunto de ações antirracistas que permeava a ação política da vereadora, nascida no complexo de favelas da Maré. De acordo com o Censo 2022, o Brasil tem cerca de 1,33 milhão de quilombolas. Desse universo, 87% (1,07 milhão) vivem fora de territórios oficialmente reconhecidos.
Em conversa com a Agência Brasil, Marinete da Silva explicou como sofrimentos vivenciados pela população negra agem como combustível para o que chama de aquilombamento.
“Eu acho que esse aquilombamento é o que temos vivido hoje, enquanto instituto [Instituto Marielle Franco], enquanto mulheres negras se aquilombando cada vez mais, se reinventando nesse estado que a gente vive, de racismo, falta de estrutura, de falta de incentivo para a mulher, principalmente para a comunidade quilombola, de modo geral”, comentou.
“Esse aquilombamento é juntar, unir, agregar. É isso que a gente tem feito por esse Brasil afora, tanto nas ações do instituto como do Ministério [da Igualdade Racial]. A gente vive no Rio de Janeiro com tantos quilombos não sendo reconhecidos, e essas mulheres estão aqui, são as mulheres que estão na ponta”, completou, citando o ministério comandado pela filha Anielle Franco.
O Instituto Marielle organiza e divulga diversas ações (inclusive organizadas por terceiros) previstas para março para marcar os seis anos do crime. No dia 14, data do assassinato, já está confirmada uma missa às 10h na Igreja Nossa Senhora do Parto, no centro do Rio de Janeiro.
A região é emblemática para a trajetória política de Marielle, uma vez que fica a poucos metros do Buraco do Lume, uma praça pública em que ela costumava fazer discursos abertos à população. Hoje, o centro do Lume dá espaço para uma estátua da vereadora, com o braço erguido.
“Independentemente de qualquer coisa, Marielle estava lá toda sexta-feira, com um turbante”, lembra a mãe.
Às 17h começará o Festival Justiça Por Marielle & Anderson, na Praça Mauá, também no centro do Rio. A atração será de graça e contará com apresentações artísticas e exposições com obras em homenagem à Marielle.
Marielle Franco e Anderson Gomes foram mortos em uma noite de terça-feira. Ela tinha saído de um encontro no Instituto Casa das Pretas, no centro do Rio. O carro dela foi perseguido pelos criminosos até o bairro do Estácio, que faz ligação com a zona norte carioca. Investigações e uma delação premiada apontam o ex-policial militar (PM) Ronnie Lessa como autor dos disparos.
Lessa está preso, inclusive tendo já sido condenado por contrabando de peças e acessórios de armas de fogo. O autor da delação premiada é o também ex-PM Élcio Queiroz, que dirigia o Cobalt usado no crime.
Outro suspeito de envolvimento preso é o ex-bombeiro Maxwell Simões Correia, conhecido como Suel. Seria dele a responsabilidade de entregar o Cobalt usado por Lessa para desmanche. Segundo investigações, todos têm envolvimento com milícias.
Desde 2023, a Polícia Federal está à frente do caso.
Edição: Juliana Andrade
Para diretor da Repórteres Sem Fronteiras, Arthur Romeo, decisão impacta, por exemplo, na presença que as diferentes regiões têm na agenda midiática nacional.
Obras são marcadas pelo imaginário do semiárido mineiro, com pinturas em seixos de rio, trabalhos em papel, famílias de bichos e peças que mostram ligação com Vale do Jequitinhonha.
Segundo Nações Unidas, um quarto da população na Faixa de Gaza passa fome. Agências de ajuda alertam para desastre humanitário crescente à medida que Israel segue massacrando o território palestino.
GDF avalia ampliar vacinação para crianças até 12 anos e anuncia abertura de mais 11 tendas de acolhimento e tratamento de pacientes com casos suspeitos da doença.
Vereadora foi assassinada com o motorista Anderson Gomes em 14 de março de 2018. “Esse aquilombamento é juntar, unir, agregar”, explica a advogada Marinete da Silva.
Entre outras disposições, declaração reitera compromisso de países signatários com paridade e igualdade de gênero, além de acesso pleno e igualitário de mulheres em posições de liderança.
Mudanças incluem substituição extra em caso de concussão. “Cartão azul”, espécie de meio-termo entre o cartão amarelo e o vermelho, não será adotado.
Equipes retornaram à Liga de Basquete Feminino do Brasil em 2024; mais dois jogos estão marcados para este neste sábado (2).
Seminário Quilombola Nego Bispo, no Rio de Janeiro, reuniu líderes comunitários para expressar as principais dificuldades e necessidades enfrentadas pelos territórios uma vez ocupados por negros escravizados e descendentes.
Ministério da Saúde em Gaza, informou que 50 pessoas ficaram feridas na área onde pessoas estão buscam refúgio para se proteger dos bombardeios.
Conheça nossos aplicativos nas lojas online da iTunes e Google