MEC propõe grupo para debate sobre operações policiais em escolas

Ex.Saúde, Presidente, Governo
O Ministério da Educação (MEC) sugeriu a criação de um grupo de trabalho ou uma comissão para discutir os impactos de operações policiais no funcionamento do sistema educacional, bem como formas de reparação em casos onde ocorrem o fechamento de escolas e a suspensão de aulas.
A proposta foi apresentada por meio de ofício encaminhado nesta quarta-feira (28) ao Conselho Nacional de Educação (CNE).
O documento é assinado por Katia Schweickardt, secretária de Educação Básica do MEC, e Alexsandro Santos, diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica. Sugestão é que o grupo de trabalho envolva representantes do Fórum Nacional de Conselhos Estaduais e Distrital de Educação e da União Nacional de Conselhos Municipais de Educação.
“A Secretaria de Educação Básica, desde já, coloca-se à disposição para apoiar esse diálogo interfederativo”, diz o texto.
O ofício também cita a importância de esforços para a construção dos arcabouços regulatórios e normativos que resultem na melhoria contínua da qualidade da educação básica.
“Embora reconheçamos a autonomia dos sistemas de ensino dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para organizar, manter e gerir sua rede de ensino, consideramos que este Conselho Nacional de Educação tem se constituído num espaço institucional de articulação interfederativa e sido capaz de construir entendimentos compartilhados sobre questões importantes de abrangência nacional”.
A proposta surge em resposta aos questionamentos encaminhados pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão. Há duas semanas, a instituição solicitou ao MEC informações sobre a existência de uma diretriz nacional sobre o impacto das operações policiais no sistema educacional e uma forma de reparação, para que os alunos não carreguem esse déficit durante toda a trajetória escolar.
A postura do MEC foi bem recebida pela MPF. “É um alento importante nessa discussão. Vamos acompanhar esse debate sobre a possível instituição de um grupo de trabalho. E vamos continuar não só apurando como eventualmente recomendando e trazendo questões que precisam ser pensadas de modo interfederativo, com vistas à reparação em razão destas violações”, disse Julio José Araujo, procurador do MPF.
No Rio de Janeiro, onde a situação é corriqueira, levantamentos registram números alarmantes. No Complexo da Maré, na zona norte da cidade, um boletim produzido pela organização Redes da Maré indica que, entre 2016 e 2023, foram 146 dias com aulas suspensas e escolas fechadas em decorrência de operações policiais. Em fevereiro desse ano, quando houve operações da Polícia Militar simultaneamente em diferentes comunidades da capital fluminense, a Secretaria Municipal de Educação contabilizou 62 unidade fechadas, afetando 20,5 mil alunos.
Na semana passada, nova operação no Complexo da Maré levou professores a realizar manifestação em frente à prefeitura, na qual cobraram o cumprimento do protocolo de segurança do Acesso Mais Seguro. Ele prevê a suspensão das aulas quando houver risco de ocorrências de tiroteios.
Nos questionamentos enviados ao MEC, o MPF revela suas preocupações com o déficit educacional provocado pelas interrupções recorrentes e defende a necessidade de se estabelecer regras sobre a compensação pelos dias letivos perdidos. São citados dados da própria Polícia Militar, segundo os quais 522 incursões entre janeiro de 2022 e junho de 2023 teriam em horário escolar no período. 
*Colaborou Bruno Moura – Repórter da Agência Brasil
Edição: Maria Claudia
Nascido em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, Gabrielzinho liderou a prova dos 50m costas de ponta a ponta. Esta é quarta medalha na carreira do atleta de 22 anos.
Novo HPC será utilizado pelos geofísicos para processar dados sísmicos e transformá-los em imagens detalhadas do subsolo e identificar reservatórios de petróleo e gás.
Suspeitos são investigados por jogos de azar, crime contra a economia popular e associação criminosa. Policiais apreenderam seis veículos de luxo, levados para o Departamento Estadual de Investigações Criminais.
Febre do Oropouche é transmitida pelo Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Por causa da predileção do mosquito por materiais orgânicos, recomenda-se manter os quintais limpos.
Maioria das infecções foi registrada entre mulheres (60%), segundo o Ministério da Saúde. Estado de Minas Gerais concentra a maior parte dos casos (159.844).
Proposta surgiu em resposta a questionamentos feitos pelo MPF e foi apresentada pelo Ministério da Educação por meio de ofício encaminhado ao Conselho Nacional de Educação.
Regiões mais críticas são Andradina, Araçatuba, Bauru e Jaú, que podem ter temperaturas máximas em 35 graus Celsius e umidade relativa do ar abaixo dos 20%, além de ventos fortes até 60 quilômetros/hora
Maioria de casos foi identificada entre pessoas brancas (49,9%) e pardas (42,3%) com faixas etárias entre: 20 a 29 anos; 30 a 39 anos; 40 a 49 anos; e 50 a 59 anos.
Juros cobrados no mercado livre pelas instituições financeiras para empresas ficaram em 21,2% ao ano, resultado que representa uma alta de 0,3 p.p.
Crianças e adolescentes, de 10 a 14 anos, foram o público-alvo definido para a campanha de vacinação. A seleção precisou ser feita em razão da quantidade limitada de imunizantes.
Conheça nossos aplicativos nas lojas online da iTunes e Google

source

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.